XI BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

18 de outubro de 2017


A @bienalpe teve uma programação cheia de coisa boa e muita opção pra quem gosta de ler. Rolou o I Seminário de Escrita Criativa, além de muitas oficinas e apresentações. Achei o espaço menor mas também muito mais organizado. 




Algumas promoções valeram muito a pena e a oportunidade de conhecer o trabalho de novos autores é massa. Muitos standes fizeram promoções de livros, principalmente os de edições antigas. A maioria dos livros mais comerciais estavam pelo preço normal ou até mais caros do que podemos comprar pela internet, por exemplo. Fiquei impressionada com o preço de alguns livros expostos, bem acima do preço. Uma surpresa boa foi o stand da CEPE, só livro bom e por um preço ótimo. 



Pela primeira vez fui a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco com credencial de blogueira, fiquei feliz em poder mostrar esse evento tão importante para os amentes dos livros. Para quem quiser participar na próxima como blogger colaborador, é só ficar ligado no site um pouco antes do evento e se inscrever na seleção. Achei muito válida essa iniciativa, afinal, a internet é mega importante para divulgação e produção de conteúdo.


@patriota.alice | @priscillalb81



A Bienal do Livro de Pernambuco aconteceu entre os dias 06 a 15 de outubro de 2017, e toda a organização está de parabéns. A programação foi muito diversa, além da Bienalzinha que teve muita coisa boa pra os pequenos. Quem não conseguiu ir esse ano, já se prepara para a próxima!


Minimamente Feliz - Leila Ferreira, jornalista

8 de outubro de 2017


A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num "outdoor" em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele "outdoor" estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias. 'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'...

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem ainda não for bom de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

Uns e Outros - TAG - Julho/2017

23 de setembro de 2017


O primeiro livro exclusivo da TAG - Experiências Literárias foi também o meu primeiro livro do clube. Já tem um bom tempo que namoro o site e os vídeos e sempre quis fazer minha assinatura e viver tudo que um assinante TAG vivencia. Em julho, mais uma vez, estava pelo site e decidi fazer a assinatura para o kit de julho pois eu não poderia deixar de receber um livro feito especialmente para o aniversário de 3 anos! Veja aqui um pouco sobre "Uns e Outros":

“Uns e outros” foi nosso primeiro livro inédito, escrito a pedido da TAG exclusivamente para nossos associados. O escritor Luiz Ruffato foi o responsável por desafiar 10 grandes autores de língua portuguesa a selecionarem um conto clássico e escreverem sua própria releitura. A coletânea, intitulada “Uns e outros”, contém tanto os dez contos clássicos escolhidos quanto suas releituras inéditas. Clássicos e contemporâneos dialogam nesta grande obra dedicada aos associados do clube. Na organização da coletânea: Luiz Ruffato e Helena Terra. Os autores desafiados: Ivana Arruda Leite, Luiz Antonio de Assis Brasil, Beatriz Bracher, Milton Hatoum, Eliane Brum, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves, José Luis Peixoto, Maria Valéria Rezende e Cristovão Tezza. 

Site da TAG Livros.

Antes de falar do livro, preciso falar sobre o carinho e amor que vem em cada caixinha. Sempre ouvi falar sobre a alegria de receber o kit em casa mas quando é o seu kit, é diferente. Tudo é feito especialmente pra você viver aquilo de uma maneira linda... Depois eu vou escrever mais sobre a TAG e explico em detalhes sobre como funciona tudo. Mas é amor pela leitura, já saiba disso. 

Imagem: TAG Livros

O livro é arrebatador, e assim como a maioria dos livros que os curadores selecionam para os associados, é algo que tira você da sua zona de conforto e te leva pra um lugar onde você talvez jamais pensou em estar. Na revista do mês teve toda uma biografia super cuidadosa de cada escritor presente ali, além de um mimo lindo para você também formar algo bonito, ou não. 

Meu conto preferido foi o de Clarice e Eliane Brum. São palavras que se completam e desconcertam você. Durante e depois que você lê tudo, quer ler muito mais de todos esses autores maravilhosos. Acredito que isso seja uma grande vantagem dos livros que possuem vários autores... Você sempre descobre mais e mais.

Os autores dos contos vão de Clarice a Tolstói e muita gente especial desse mundo das letras, e o engraçado é que mesmo sendo algo feito a partir de outro conto, nada ficou igual. Foi muito discutido no app da TAG como os contos ficaram incríveis, muitos até gostaram mais dos contos espelhados do que os originais. Mas digo que o lindo dessa experiência foi viver os dois mundos unidos ali naquelas páginas. E foi um grande prazer.

Obrigada a @taglivros por essa experiência.

Leia aqui algumas palavras sobre "Uns e Outros" escritas no blog TAG Et cetera:


Oração do amor próprio

7 de setembro de 2017



“Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo, e nele meu coração celebra.
Que eu não me critique ou me culpe, drenando assim minha própria energia. Que eu saiba respeitar o meu tempo de florescer a cada dor, que eu possa também me permitir a alegria.
Que antes de eu cuidar do outro, eu olhe para a minha vida, regue o meu jardim para que a doação não me deixe um buraco e eu me sinta depois dolorida.
Que eu não abandone a mim mesma, esperando que alguém venha me salvar, ao invés disso que eu saiba me olhar com amor e me curar.
Que eu saiba primeiro me encontrar, antes de me doar.
Que eu possa respeitar os meus próprios limites e aprender a dizer não quando essa é a minha real vontade e direção.
Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor, que eu aprecie a autogratidão.
Em cada alegria celebro a grandeza de ser quem sou, sem querer ser uma imagem que pintaram de mim, esse tempo acabou.
Com carinho eu me cuido e me amparo a cada passo, a cada queda. Sei que minha força se refaz no meu tempo, e nele meu coração celebra.”
(Autor Desconhecido)
 
Ontem Escrevi © Todos os direitos reservados :: voltar para o topo :: design e código gabi