A certeza da eterna presença

11 de março de 2015

(via)

Gonzaguinha me inspirou em alguns momentos peculiares. Recordo-me, com uma certa vergonha alheia de mim mesma, daquele dia sentada na janela do ônibus escutando o que é, o que é? e chorando lágrimas eternas como se aquela canção me remetesse à algo ruim. 

Me senti uma boba. O dia não estava cinzento, nenhum parente havia morrido, não tinha acontecido sequer uma briga com uma amiga, mas as lágrimas vinham, sem vergonha, ancorar nos meus olhos. Como choro nos remete a tristeza, foi o que de imediato ele assim o fez comigo, aniquilando um motivo maior que ele: felicidade. 

Não tive nenhum nirvana alcançando a paz suprema e nem muito menos descobri que ali eu era feliz. Foi só uma certeza de eternas presenças que terei em minha vida, naquele dia, a música foi uma.




"Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita"

1 comentários:

  1. Eitá, coisa linda! Isso já aconteceu comigo DE VERDADE. Hahahhahhaha

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