Ela faz cinema

25 de março de 2015

(via)

Em um transporte público ouvi uma história inventada em duas horas. Duas pessoas balançavam de acordo com a música da rua e naquele canto quase que invisível iniciavam uma vida em 120 minutos. O enredo era algo almejado por uma delas, um mundo criado a partir de suas fantasias e ilusões supérfluas. 

Ela contava que sofrera um acidente e que desde então poderia inventar pra si mesma um novo recomeço. Sairia daquele ônibus e entraria na universidade onde começaria o curso de cinema. Mudaria o nome, talvez. Seria das artes, da literatura, da música. Usaria o “se” pra justificar seus erros passados e libertaria os clichês de uma vida bem vivida. O futuro amante já tinha nome, idade e profissão e pela lei dela, ele iria ser obrigado a amá-la. Ela, ela iria.Ela iria fazer amor com as palavras e seria louca por idealimos.

Ela. Iria. Ela iria fazer cinema, ela iria ser feliz.

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