Número três

1 de abril de 2015


Parte II
Uma bolha gigante dominou aquela mesa de bar. Eram três amigas e uma garrafa de whisky. O universo de pensamentos delirantes pairava sobre os copos e gelos derretidos. O que as rodeava eram mundos paralelos vazios e berrantes. Dentro da nuvem construída por elas, uivavam intimidades banais transformadas em uma bebida barata ou uma ideologia em comum. O prazer era vasculhar vidas alheias, profanas e descobrir mentiras jocosas. O mar de horas que passavam no céu era incalculável e aquele era o momento merda e melhor da vida delas.
Parte I
Cada uma acorda e faz exatamente aquilo que a rotina lhe impõe todo dia: abrir, levantar, tentar e apagar. As três são separadas por costumes, afagos e vícios distintos. Um tanto chato e certeiro é afirmar que cada uma tinha uma peculiaridade e beleza, mas não. Eram terrivelmente/incrivelmente iguais em viver. E em um dia em particular, o número três revolveu se encontrar pra falar sobre qualquer coisa de chorar.
Parte III
Poderiam morrer só pelo olhar. Poderiam se amar. Poderia enfim, o tempo parar.

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